segunda-feira, 22 de junho de 2009

Incentivo para substituição de sacolas plásticas

A preservação do meio ambiente é a tônica da campanha nacional que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lançará terça-feira (23), em São Paulo, com o apoio da rede de supermercados Wal-Mart Brasil. Um dos objetivos é incentivar a substituição de sacolas plásticas, utilizando outros meios para o transporte de compras e o acondicionamento de lixo.

Os detalhes da campanha serão anunciados por Minc em entrevista coletiva após a solenidade, que será realizada no Hotel Hyatt. A secretária de Articulação Institucional do ministério, Samyra Crespo, disse à Agência Brasil que o foco é “mudar o hábito do consumidor no ponto de venda. É uma educação para o consumo consciente, para o consumo sustentável. Esse é o tema da campanha”.

Samyra afirmou que a idéia é mostrar ao consumidor quais as opções que ele tem para tomar uma atitude consciente. “Nós não vamos dizer para ele que nunca mais poderá usar uma sacola de plástico. Nós vamos dizer quais as conseqüências dos atos dele na hora em que usa sacola plástica muito além do que precisa. O nosso foco é na redução do consumo, acrescentou.

Projeto de substituição de sacolas plásticas no Rio prevê até troca por comida
O presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente, Luiz Firmino Martins Pereira, comemorou o projeto de lei do governo do Rio de Janeiro que prevê a substituição gradual das sacolas plásticas pelos estabelecimentos comerciais por bolsas confeccionadas com materiais mais resistentes e menos poluentes. A votação na Assembléia Legislativa (Alerj) será na quarta-feira (24).

A questão do saco plástico é emblemática hoje, disse Firmino à Agência Brasil. “O Inea opera várias ecobarreiras nos rios aqui do estado. E a quantidade de sacola plástica que é retirada mensalmente dos nossos rios é uma coisa absurda. O plástico leva mais de 400 anos para se degradar no meio ambiente”, explicou.

Associação de supermercados acha impossível troca de sacolas plásticas
Para o presidente da Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Aylton Fornari, a troca de sacolas plásticas é um projeto inviável para o setor. “Nós já demonstramos para o governo a impossibilidade de cumprir isso”, afirmou Fornari em entrevista à Agência Brasil.

A Asserj vai discutir o assunto na segunda-feira (22) e terça-feira com o objetivo de definir uma alternativa para apresentação ao presidente da Assembléia Legislativa (Alerj), Jorge Picciani. O presidente da Asserj destacou que os supermercados dão as sacolas plásticas gratuitamente para os clientes que, muitas vezes, levam unidades a mais, “à vontade”, para outras finalidades.

Como o projeto do governo do estado prevê a possibilidade de recompra dos sacos plásticos pelos comerciantes, Fornari disse que “vai ser um tal de levar mais sacolas para depois voltar e vender para o supermercado. Não tem o menor sentido isso. Salta aos olhos que não vai dar certo”.

Cada sacola entregue pelo consumidor teria um preço de recompra de R$ 0,03. A solução, para Fornari, seria o governo autorizar as redes a cobrarem pelos sacos distribuídos nas lojas.

Microempresas fabricam sacolas retornáveis para públicos conscientes.

Uma microempresa nacional, sediada em Guarulhos, na Grande São Paulo, se dedica desde 2006 a fabricar sacolas retornáveis para companhias brasileiras que utilizam esse produto em eventos, em substituição às sacolas plásticas. A produção mensal da empresa é de 50 mil sacolas reaproveitáveis.

O presidente da Ideia&Costura, Edizan Dias da Silva, disse que a empresa atende a redes de supermercados de menor porte com sacolas cujas características são diferenciadas pelo tecido de melhor qualidade e pelo melhor acabamento, destinadas a um público mais exigente.

“Nós percebemos que existe uma dificuldade muito grande de aceitação por parte dos comerciantes para colocar isso na frente do caixa. Porque eles querem adquirir essa sacola e ganhar dinheiro sobre a comercialização. Não existe a preocupação de eliminar a sacola plástica. Mas, de ter um item a mais na cadeia e que ganhem dinheiro com isso”, criticou.

Outra empresa nacional de pequeno porte que se dedica à fabricação de sacolas retornáveis é a RPM Confecção de Acessórios e Artigos Têxteis, localizada na capital paulista. Por meio de parcerias com organizações não governamentais ligadas ao meio ambiente, a proprietária, Rosana Damilakos, desenvolveu há dois anos a marca EcoCiente. São sacolas feitas em tecido cru ou tecidos de matéria-prima reciclável, “para lembrar a preocupação com a questão da sustentabilidade”. Outra marca da empresa, denominada EcoStyle, trabalha com o segmento da moda.

Rosana Damilakos disse que o importante não é a sacola ser de uso permanente “e, sim, a atitude da pessoa na hora de fazer a compra. Não adianta você ter uma sacola de tecido cru e, na hora de efetuar a compra, pegar uma sacolinha plástica”, argumentou. A empresa RPM é atacadista e tem 98% dos clientes entre pessoas jurídicas. Seus produtos são distribuídos desde o Acre até o Rio Grande do Sul.

A empresária afirmou, porém, que esse dado não representa uma conscientização por parte da população para a conservação do meio ambiente. “Ainda não está havendo conscientização por parte do consumidor final brasileiro. São pouquíssimos”. Ela acredita, contudo, que a tendência é de crescimento do uso de sacolas duráveis no Brasil.

Em setembro do ano passado, a Wal-Mart Brasil passou a oferecer aos clientes uma sacola reutilizável feita de algodão, ao preço de R$ 2,50 a unidade. A rede estima que 1,5 milhão de sacolas desse tipo já estão sendo usadas pelos clientes em todo o país. Em nível mundial, a Wal-Mart anunciou investimentos em sustentabilidade no valor de US$ 500 milhões, em cinco anos.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Biblioteca da Floresta Marina Silva lança Agenda Ambiental



Com a adesão ao Programa do Ministério do Meio Ambiente, equipe passa a adotar medidas mais conscientes voltadas para a preservação
Utilizar de forma consciente a água, energia elétrica e papel; eliminar o uso de copos descartáveis; realizar eventos de sensibilização sobre temas ambientais. Atitudes simples, que requerem pouco ou até nenhum recurso, e que podem fazer a diferença no dia-a-dia na luta pela preservação da floresta amazônica. Iniciativas que a equipe da Biblioteca da Floresta Marina Silva passará a adotar com rigor a partir da adesão ao programa Agenda Ambiental na Administração Pública, conhecida pela sigla A3P.
A Agenda Ambiental da Biblioteca foi lançada na tarde desta quinta-feira, 17, no auditório do prédio, com a presença de gestores da área de meio ambiente, estudantes, comunidade e dos funcionários da casa. Criado em 2001 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), sob a gestão da então ministra Marina Silva, o Programa Agenda Ambiental na Administração Pública tem como objetivo sensibilizar os gestores públicos para as questões ambientais, estimulando-os a incorporar princípios e critérios de gestão ambiental em suas atividades rotineiras.
Segundo o coordenador da Biblioteca, Carlos Edegard de Deus, o principal objetivo é atrair outros gestores para essa causa. "Queremos que mais órgãos e mais pessoas façam adesão à essa proposta de mudança de atitude, para que possamos garantir para o futuro uma vida melhor no planeta. Cada um precisa fazer sua parte para garantir a preservação ambiental", disse Edegard que garantiu o envolvimento de técnicos, estagiários e usuários da Biblioteca nessa nova empreitada.
Edegard de Deus lembrou que hoje, a regra dos 3 R's (reciclar, reduzir e reaproveitar) ganha mais um item: recusar. "No mundo hoje, vários setores da sociedade começam a recusar ações e produtos que vêm de encontro com um projeto de sustentabilidade. Isso também podemos adotar como prática de preservação".

O Secretário Municipal de Meio Ambiente, Artur Leite, esteve presente no lançamento e elogiou a iniciativa. "É muito importante para o meio ambiente, para a economia pública, e principalmente como exemplo", destacou.

O lançamento da Agenda Ambiental da Biblioteca da Floresta Marina Silva contou com a apresentação da cantora Verônica Padrão, que interpretou músicas com temática ambiental, e um vídeo sobre o programa.
Conheça a aqui Agenda Ambiental da Biblioteca da Floresta que estará disponível no site da instituição até a próxima semana.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

POLÍTICA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE RIO BRANCO

POLÍTICA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE RIO BRANCO
SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE - SEMEIA
FUNDO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE - FMMA
EDITAL DE APOIO A PEQUENOS PROJETOS DE MEIO AMBIENTE


RELEASE - EDITAL FMMA Nº. 01/2009

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente em conformidade com o disposto na Política Municipal de Meio Ambiente, Lei nº 1.330 de 23 de setembro de 1999 no seu Artigo 55 que cria o Fundo Municipal de Meio Ambiente – FMMA. Torna público, o EDITAL DE APOIO A PEQUENOS PROJETOS DE MEIO AMBIENTE, através do Fundo Municipal de Meio Ambiente – FMMA.
Este Edital tem como finalidade garantir a Escolas, Igrejas, Grupos Comunitários, Organizações não Governamentais de Rio Branco, recursos financeiros, totais ou parciais, a projetos que atendam aos requisitos do Edital, visando cumprir a Política Municipal de Meio Ambiente, bem como as deliberações da Conferência Municipal de Meio Ambiente realizada em novembro de 2007.

Serão apoiados projetos em três áreas: Conservação Ambiental, Educação Ambiental e Controle Ambiental.
Para o presente Edital será disponibilizado o montante de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), sendo que o valor máximo a ser destinado por projeto será de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Esses recursos são oriundos de multas ambientais.
Os projetos deverão ser encaminhados em envelope lacrado ao Gabinete da Secretaria Municipal de Meio Ambiente -SEMEIA, situado à Rua Antônio da Rocha Viana, s/nº, Bairro Vila Ivonete (Horto Florestal), CEP: 69.914-610 - Rio Branco – Acre, no período de 02/06 a 03/07/2009.
Confira o edital na página da PMRB:
http://www.riobranco.ac.gov.br
O lançamento do livro “A Historia de Chiquinho” será no dia 22 de junho (segunda feira) às 09horas da manhã. Contamos com você.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Marcas milenares deixadas por índios no AC podem ser vistas pela internet

Imagens de satélite em alta resolução mostram geoglifos.
Círculos, quadrados e octógonos gigantes feitos há pelo menos mil anos marcam o chão do Acre. Desde a década de 1970, quando foram descobertos, eles intrigam os arqueólogos, que ainda não conseguiram entender para que eram usadas essas estruturas, chamadas de geoglifos.




Os desenhos chegam a ter 100 metros de diâmetro, e sua borda é desenhada em grandes valas, de 12 metros de largura por quatro de profundidade. Por uma ironia, só se conseguiu descobrir esses desenhos por causa do desmatamento, que “limpou” grandes áreas, deixando evidentes as formas geométricas.

Quando o primeiro geoglifo foi descoberto, não se sabia que as valas formavam um desenho, e que havia tantos ali. Hoje, com a ajuda de aviões e imagens de satélite, já foram identificados cerca de 200. “Acho que já descobrimos em torno de 10%”, estima o cientista Alceu Ranzi, integrante da equipe que descobriu os geoglifos. Com a chegada dos mapas virtuais, que utilizam imagens de satélite em alta resolução, os desenhos ficaram evidentes, e até os próprios cientistas puderam encontrar mais estruturas desse tipo.

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