quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Da Criação da Rede Acreana de Educação Ambiental
Foi discutido sobre o projeto financiado pelo FNMA/MMA - Fundo Nacional do Meio Ambiente, " Estruturação da Rede Acreana de Educação Ambiental tendo como entidades proponentes e parceiras a UFAC, IBAMA, IMAC, SEE, SEMEIA e S.O.S Amazônia.
Assembléia Geral - instância máxima de decisão da RAEA composta por todos os filiados da REDE.
Facilitação - com a função de responder pelas decisões imediatas da rede bem como por seu andamento cotidiano, sendo esta eleita pela Assembléia Geral em encontro presencial da RAEA e sera composta por tantos participantes quantos queiram fazer parte, podendo estes e os sócios futuros se desfiliarem desta rede em qualquer tempo conforme seus interesses.
Secretaria Executiva - indicada pelos mambros da facilitação.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
II CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
IV ENCONTRO NORDESTINO DE BIOGEOGRAFIA
O II Congresso Nacional de Educação Ambiental e o IV Encontro Nordestino de Biogeografia, ocorrem simultaneamente em João Pessoa, no período de 12 a 15 de outubro de 2011. O II CNEA & IV ENBio são promovidos pela Universidade Federal da Paraíba, com o objetivo maior de apontar os Caminhos para a Conservação da Sociobiodiversidade. Os eventos vão reunir 1.500 participantes, entre pesquisadores, professores, estudantes e cidadãos de todos os setores da sociedade.
http://www.cnea.com.br/
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Acre forma primeira turma de Agentes Agroflorestais Indígenas
Santa Rosa, Jordão, Assis Brasil, Tarauacá e
Marechal Thaumaturgo comemoraram diplomação no curso
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Vaticano alerta para consequências das mudanças climáticas
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
A Ata da 12ª Reunião Ordinária do Comitê Assessor do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental
http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/ca_ata12reun_20.pdf
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Governo do Estado e promotores do MPE ampliam ações contra focos de calor
Segundo dados coletados pela Secretaria de Meio Ambiente, até agora, foram registrados 300 focos de calor no Acre...
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Meio ambiente é destaque em Xapuri
As comemorações da semana do meio ambiente em Xapuri foram abertas com um marco de democracia. Os vereadores organizaram uma Sessão Aberta que reuniu várias representações da comunidade, entre elas, professores, estudantes, membros de sindicatos, trabalhadores rurais, gestores municipais, representantes de instituições governamentais, de empresas privadas e comerciantes
Jorge Viana e o prefeito Bira Vasconcelos
plantam uma seringueira nas comemorações
do mês do meio ambiente
(Foto: Mavi de Souza)
materia na integra
Ecoteca na Escola Chico Mendes
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Escola da Floresta recebe mais trinta alunos
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Educação ambiental começa no seu quintal
click aqui para ver a matéria
sexta-feira, 21 de maio de 2010
2º Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável
Para maiores informações click aqui
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Preços mais altos para diminuir o desperdício e financiar melhorias no sistema de distribuição é a idéia defendida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico como uma das respostas para lidar com a escassez do recurso
Questões como a necessidade de aprimorar a eficiência no uso, tratamento e distribuição são discutidas diariamente ao redor do mundo, porém o fato é que um bilhão de pessoas não tem acesso à água potável segundo dados oficiais da ONU.
Atualmente, existe um movimento de especialista...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Novo destino para o plástico de Rio Branco

Reciclagem é um termo muito utilizado quando se trata da questão ambiental, primeiro que reciclar significa poupar os recursos naturais da extração desenfreada exigida pelo mercado consumidor.
A reciclagem além de contribuir com a natureza, também é uma atividade econômica ecologicamente correta. Um dos materiais que faz parte do nosso dia-a-dia passível de reciclagem é o Plástico. Basta andar pelas ruas ou as margens dos igarapés de Rio Branco para constatarmos a grande quantidade de plástico, nas suas mais diversas formas, descartados de forma incorreta.
O plástico também compõe uma quantidade significativa do lixo depositado na célula de disposição final da Unidade de Tratamento e disposição de Resíduos Sólidos de Rio Branco – UTRE, o que dificulta a compactação e prejudica a decomposição dos materiais biologicamente degradáveis, pois criam camadas impermeáveis que afetam as trocas de líquidos e gases gerados no processo de biodegradação da matéria orgânica.
Todos esses prejuízos podem ser minimizados ou até mesmo evitados com a prática da coleta seletiva, que consiste na separação dos resíduos ainda nos domicílios pelo próprio gerador। A separação é simples basta utilizar dois recipientes um para o lixo seco (reciclável) e outro para o lixo orgânicoA Prefeitura de Rio Branco vem implantação gradativamente à coleta seletiva nos bairros de Rio Branco desde 2005, que visa, além de diminuir a quantidade de resíduos destinada à UTRE, melhorar a qualidade ambiental da cidade. Além disso, fortalece a cadeia produtiva da reciclagem fomentando iniciativas de economia solidária, como é o caso da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis do Acre - CATAR, e apóia empresas de reciclagem como a Plasacre, que é a primeira empresa do gênero a se instalar no Estado utilizando o plástico reciclado como matéria prima para a fabricação de utensílios diversos como capacetes, conduítes, embalagens plásticas, baldes e canos que já estão sendo produzidos.
A empresa recebeu o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Rio Branco e da Secretaria de Estado de desenvolvimento, Ciência e Tecnologia - SDCT, para se instalar em Rio Branco. E firmou parceria de exclusividade no fornecimento com o CATAR para o fornecimento do plástico, em contra partida forneceu duas máquinas que farão a trituração ou moagem do produto. Assim o CATAR faz a coleta, seleção, limpeza e moagem do plástico agregando valor ao material que será vendido para a indústria. A parceria com a Plasacre garante aos catadores um melhor preço para a matéria prima, uma vez que, o valor de mercado do plástico não beneficiado é de apenas R$ 0,25 o quilo, e o produto estando triturado passa a valer R$ 0,80 o kg
Alem da geração de emprego e renda, outro benefício alcançado com cadeia produtiva de reciclagem do plástico consiste no fato da empresa visar o comércio local e, como toda a matéria prima terá origem também local facilitando o processo de fabricação do produto final, o resultado são produtos com preços acessíveis para a população। Ressaltando ainda os benefícios gerados ao meio ambiente considerando que segundo o IBGE a reciclagem do plástico economiza até 90% de energia e a cada 100 toneladas de plástico reciclado evita a extração de uma tonelada de petróleo।
Para que a cadeia da reciclagem em Rio Branco se complete é fundamental que a população adquira o hábito de separar o lixo em casa. A reciclagem gera renda pela comercialização e é uma forma concreta do cidadão contribuir com o meio ambiente.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Objetivos da Rede
Desde então, uma série de Encontros e Fóruns foram organizados com o intuito de difundir conceitos, trocar experiências, aprofundar a discussão de assuntos relativos ao tema e ampliar a participação e articulação da Rede.
O que é a Rede Acreana de Educação Ambiental
A Rede Acreana não possui formalização jurídica e sua Secretaria Executiva é responsável pelo planejamento e execução das ações pretendidas e sobretudo pela intermediação entre os participantes.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Acre lança bola de látex na Itália

REDES SÃO AMBIENTES DE INTERAÇÃO, NÃO DE PARTICIPAÇÃO
A afirmação é válida, claro, para redes distribuídas, quer dizer, mais distribuídas do que centralizadas. Quanto mais distribuída for a topologia de uma rede, mais ela poderá ser i-based (interaction-based) e menos p-based (participation-based).
Essa discussão ganhou força agora com a busca por ferramentas digitais – plataformas interativas na Internet – mais adequadas ao netweaving, quer dizer, para servir de instrumentos de articulação e animação de redes sociais (1).
Três hipóteses surgiram para explicar por que as plataformas interativas disponíveis que foram desenvolvidas para a gestão de redes sociais (ou até mesmo para serem, elas próprias, “redes sociais”) não são boas ferramentas de netweaving:
Em primeiro lugar porque seus desenvolvedores confundem midias sociais com redes sociais, tomam a ferramenta (digital) pela rede (social), quando redes sociais são pessoas (conectadas, interagindo), não ferramentas!
Em segundo lugar porque, sob o influxo da chamada Web 2.0, as plataformas disponíveis são baseadas na participação (p-based) e não na interação (i-based). Assim, não se regem pela lógica das redes mais distribuídas do que centralizadas, quer dizer, pela lógica da abundância (2), mas sim pelo regime da escassez (e ao aceitarem tal condicionamento, de ter que funcionar em condições de escassez quando já há abundância, reproduzem desnecessariamente escassez, rendendo-se a um tipo de "economia política" onde a política é um modo de regulação não-pluriárquico). Não é outro o motivo pelo qual ativam mecanismos de contagem de cliques, instituem votações e atribuições de preferências baseadas na soma aritmética, que significam regulações majoritárias da inimizade política. Ora, isso enseja a formação de oligarquias participativas que tentam organizar a auto-organização (como ocorre, por exemplo, na Wikipedia).
Em terceiro lugar - e como conseqüência do seu fundamento p-based - as plataformas de articulação e animação de redes sociais (que já se encaram, algumas delas pelo menos, como se fossem as próprias redes sociais), ainda estão voltadas para organizar conteúdos (encarando, inevitavelmente, o conhecimento como um objeto e não como uma relação social). Esse é um problema porquanto a gestão do conteúdo, do conhecimento-objeto, ao tentar traçar um caminho para os outros acessarem tal conteúdo, cava sulcos para fazer escorrer por eles as coisas que ainda virão (na e da interação), com isso repetindo passado e trancando o futuro (como fazem as burocracias sacerdotais do conhecimento, mais conhecidas pelo nome de escolas e não é por acaso que boa parte dessas plataformas tenha sido pensada por professores ou construída para atender a objetivos educacionais, entendidos como objetivos de ensinagem e não de aprendizagem). Mas para uma plataforma i-based - adequada ao propósito de servir de ferramenta para o netweaving - não se trataria de pavimentar uma estrada para os outros percorrerem e sim de possibilitar que cada um pudesse abrir seu próprio caminho (posto que redes são múltiplos caminhos).
Ademais, ao contrário do que acreditam os supostos especialistas em redes sociais na Internet, não é o conteúdo do que flui a variável fundamental para explicar a fenomenologia de uma rede e sim o modo-de-interagir e suas características, como a freqüência, as reverberações, os loopings, as configurações de fluxos que se constelam a cada instante, os espalhamentos e aglomeramentos (clustering), os enxameamentos (swarming) que irrompem, as curvas de distribuição das variações aleatórias introduzidas pela imitação (cloning) que produzem ordem emergente (a partir da interação), as contrações na extensão característica de caminho (crunch) dentro de cada cluster etc. Quando as pessoas que tomaram consciência das redes sociais a partir da Internet começarem a cogitar essas coisas, talvez consigam desenvolver uma ferramenta mais adequada ao netweaving de redes sociais (3).
Mas para compreender essas observações é necessário entender qual é, afinal, a diferença entre interação e participação. A questão é fundamental porque, de certo modo, entender isso é entender as redes.
INTERAÇÃO ≠ PARTICIPAÇÃO
A palavra participação designa uma noção construída por fora da interação. Participar é se tornar parte ou partícipe de algo que não foi reinventado no instante mesmo em que uma configuração coletiva de interações se estabeleceu, mas algo que foi (já estava) dado ex ante. Como se a gente sempre participasse de algo “dos outros”. Não é por acaso que a expressão 'democracia participativa' é aplicada até hoje para designar diversas formas de arrebanhamento, inclusive uma variedade de experiências assembleísticas adversariais, onde a tônica é a luta, a disputa por maioria ou hegemonia e se pratica a política como “arte da guerra” lançando-se mão de modos de regulação de conflitos que geram artificialmente escassez (como a votação, o rodízio, a construção administrada de consenso e, inclusive, sob alguns aspectos, o sorteio).
Mas isso não significa exatamente, como pode parecer à primeira vista, que interagir, então, diga respeito somente à atuação em algo "nosso" enquanto participar diga respeito à atuação em algo "dos outros".
Não, não é bem assim, a menos que esse "nosso", aqui, não seja tomado num sentido proprietário (como eufemismo, para dizer "meu") em contraposição ao "dos outros" (“deles”). O "nosso" conformado na interação não se pré-estabelece, não conforma uma identidade identificável com um grupo determinado de agentes antes da interação, ao contrário do "nosso" (na lógica coletiva de um "eu" organizacional já construído) quando esse "nosso" foi instituído por um grupo que, ao fazê-lo, estabeleceu uma fronteira (dentro ≠ fora) independentemente da interação fortuita que já está acontecendo e que ainda virá. Neste caso, a organização será um congelamento de fluxos, uma cristalização de uma situação pretérita, um pedaço do passado cortado que se enxerta continuamente no presente para manter as configurações que, em algum momento, atribuíram a determinadas pessoas certos papéis que se quer reproduzir (essa é a história da liderança, ou melhor, da monoliderança, dos líderes que, tendo liderado algum dia, querem se prorrogar, eternizando uma constelação passada para continuar liderando).
Assim, se eu faço uma organização ou lanço um movimento e chamo uma pessoa para nela entrar ou a ele aderir, estou chamando-a à participação. Estou abrindo a (minha) fronteira para que o outro possa entrar. Numa rede (mais distribuída do que centralizada), as fronteiras são sempre mais membranas do que paredes opacas, não precisam ser abertas, não se estabelecem antes da interação e todos os que estão em-interação estão sempre "dentro" (aliás, estar "dentro", neste caso, é sinônimo de estar interagindo, mesmo que alguém só tenha começado ontem e os demais há anos). Estarão “dentro” também os que ainda virão, quando passarem a interagir, sem a necessidade de serem recrutados, provados, aprovados, admitidos e iniciados pelos que já estão.
A diferença parece sutil, mas é brutal no que diz respeito ao funcionamento orgânico. O participacionismo (que contaminou a chamada Web 2.0, como percebeu pioneiramente David de Ugarte) instituiu modos de regulação que produzem artificialmente escassez (e, portanto, centralizam a rede, gerando oligarquias participativas compostas pelos que mais participam, pelos que são mais votados ou preferidos de alguma forma – mais ouvidos, mais lidos, mais comentados, mais adicionados, mais seguidos –, os quais acabam adquirindo mais privilégios ou autorizações regulatórias do que os outros). Formam-se neste caso inner circles, instâncias mais estratégicas do que as demais (os outros clusters e as pessoas comuns, não-destacadas da “massa”), que passam, estas últimas, para efeitos práticos, a serem consideradas táticas (para os propósitos dos estrategistas, dos que possuem mais atribuições): e não é a toa que os membros do “círculo externo” freqüentemente são chamados de “público”, “usuários”, (meros) “participantes”, com permissões mais restritas e poderes regulatórios diminutivos (4).
Em um sistema baseado na interação, a regulação é pluriárquica, quer dizer, é sempre feita com base na lógica da abundância: ou seja, as definições dependem das iniciativas das pessoas que queiram tomá-las ou a elas queiram aderir, jamais impondo-se, o que pensam alguns, aos demais (por critérios de maioria ou preferência verificada). Assim, em um sistema baseado na interação, nunca se decide nada em nome do sistema (a organização em rede), ninguém fala por ele, ninguém pode representá-lo ou receber alguma delegação do coletivo (porque, na ausência de representação, esse “eu = ele” coletivo não pode expressar-se (por hipóstase) como um ser de vontade ou que seja capaz de acatar qualquer vontade, ainda que fosse a vontade de todos). E não há deliberação porque não há necessidade de deliberar nada por alguém ou contra alguém ou a favor de alguém (que tivesse que delegar ou alienar seu poder a outrem).
Tomemos como exemplo a Escola-de-Redes (E=R), que usa como ferramenta de netweaving a plataforma Ning. Conquanto a plataforma Ning não ajude tanto, pois que ela não é suficientemente i-based, nunca se fala em nome da escola (que é, na verdade, uma escola-não-escola), nunca se promove nada pela escola e nem mesmo o seu "criador" (na linguagem do Ning), pode empenhar, emprestar, parceirizar a sua marca para coisa alguma, ainda que fosse para propor um simpósio, uma conferência ou outra atividade totalmente dentro do escopo da rede (5). Em outras palavras, não há um ativo organizacional que possa ser apropriado (nem mesmo como patrimônio simbólico) por alguém em particular, porque as regras pluriárquicas (estabelecidas na constituição da rede E=R) não permitem.
Dessarte, não há um "nós" organizacional que estabeleça uma fronteira entre os "de dentro" e os "de fora". Todos que estão fora podem entrar. Todos os que estão dentro podem sair (e podem voltar a qualquer momento; e sair de novo, quantas vezes quiserem). Entrar não significa pertencimento a algum corpo separado do meio por fronteiras impermeáveis, nem adesão (ou profissão de fé) a algum codex e sair não significa discordância, “racha”, deserção, traição, divórcio ou qualquer tipo de ruptura. E quem é da Escola-de-Redes afinal? Ora, quem quiser nela se conectar e interagir, aqui-e-agora. Quem saiu não é mais, mas não porque tenha se desligado e sim porque não está interagindo. Quem não entrou não é ainda, mas não porque não tenha sido aprovado e aceito e sim porque, igualmente, não está interagindo.
A fonte – escreveu Goethe num insight heraclítico – só existe enquanto flui. Rede é fluição. Um nodo de uma rede só o é nisi quatenus interage.
É certo que, mesmo nas redes mais distribuídas do que centralizadas, a freqüência e outras características da interação, vão ensejando a formação de laços internos de confiança, de sorte que nem todos são iguais no que tange ao que correntemente se chama de liderança. Algumas pessoas podem ter oportunidades de serem mais avaliadas pelas outras e até de obterem uma adesão maior às suas iniciativas do que as outras, em virtude da sua interação, quer dizer, do seu modo-de-interagir e do seu, vá lá, histórico de interação (mas não de qualquer atribuição diferencial que tenham recebido de fora ou de cima ou mesmo em virtude da adoção de modos de regulação geradores de escassez que recompensem algum esforço de participação voltado a "ganhar" as demais pessoas, conquistando hegemonia ou maioria). Nas redes (mais distribuídas do que centralizadas) não se quer regular a inimizade política e sim deixar que a amizade política auto-regule o funcionamento do sistema. Não há um corpo docente, uma burocracia coordenadora e, nem mesmo, um time ou equipe de facilitadores (cuja formação seja baseada em critérios de mérito ou conhecimento, antiguidade, popularidade ou outra característica qualquer que não possa ser verificada e checada intermitentemente na interação).
Esse é o motivo pelo qual nas redes sociais (mais distribuídas do que centralizadas) não se deve (e enquanto elas forem mais distribuídas que centralizadas, não se pode) montar uma patota dirigente, coordenadora, facilitadora ou erigir uma igrejinha de mediadores. A construção de um “nós” organizacional infenso à interação ou protegido contra a imprevisibilidade da interação para manter sua identidade ou integridade (e, supostamente, para assegurar – como guardiães – que a organização não se desvie de seus propósitos, não viole seus princípios e não saia fora de seu escopo), ao gerar uma identidade compartilhada por alguns “mais iguais” que outros, centraliza a rede, deixando-a à mercê do participacionismo; quando não de coisa pior.
Sim, reconheçamos que é difícil não tentar organizar a auto-organização. E que é dificílimo não tentar reunir alguns para, como se diz, “colocar um pouco de ordem na casa”. Mas aqui vale aquela frase brilhante de Frank Herbert, uma pérola garimpada em “O Messias de Duna” (1969): “Não reunir é a derradeira ordenação”. Para quê re-unir o que já está unido = conectado (interagindo)? E se é assim, por que reunir apenas alguns para organizar mais, quando se pode ensejar a ordenação emergente de muitos mais?
A tentação de estabelecer uma fronteira opaca, o medo de se deixar abrigar (ou de se proteger do “mundo externo”, do outro – das outras organizações) apenas por uma membrana (permeável aos fluxos e, portanto, vulnerável à interação) assola constantemente as organizações, mesmo aquelas que querem transitar para um padrão de rede distribuída. Talvez isso ocorra em virtude de uma confusão entre interação e troca de conteúdo. Boa parte das pessoas que tratam do assunto, inclusive das que se dedicam a investigar ou experimentar redes sociais, confunde interação com troca de informação e gestão de conteúdo (sobretudo tomando por conteúdo conhecimento). Como imaginam, essas pessoas, – com certa razão – que o conhecimento seja cumulativo, querem bolar uma arquitetura da informação, urdir schemas classificatórios, desenhar árvores para mapear relações (que ainda não se efetivaram) e organizar os escaninhos para depositar o conhecimento que vai sendo construído coletivamente. Na falta de mecanismos de busca semântica, querem “colocar as coisas nos lugares certos” para facilitar a navegação dos demais. Mas ao fazerem isso, animados pela boa intenção de organizar o (acesso ao) conhecimento para os demais, acabam erigindo uma escola (como ocorre, de certo modo, com uma parte dos que adotam plataformas wikis e plataformas ditas educacionais), quer dizer, uma burocracia do ensinamento, inevitavelmente centralizada (6).
Bem, mas então pode-se perguntar: como mensurar a interação em uma rede a partir do que ocorre em uma plataforma virtual de netweaving? Antes de mais nada é preciso saber o que queremos e devemos medir em termos de interação.
Não se trata de saber se um nodo interage mais do que os outros (se fizéssemos isso decairíamos para um tipo de participacionismo ou de rankismo, típicos da Web 2.0) e sim de medir a “efervescência” do (no) sistema. Como ao medir a temperatura de um gás, não nos interessa saber qual molécula se “chocou” com o maior número de outras moléculas e sim o estado geral do sistema: se a temperatura subiu é porque a amplitude média do movimento vibratório das moléculas aumentou. Para avaliar isso, não adianta contar cliques, verificar o número de mensagens de blog, comentários, vídeos, fotos etc. postados por uma pessoa ou por todas as pessoas: é necessário captar a responsividade geral da rede ou de cada cluster no caso de uma rede extensa. Existem plataformas no Ning, por exemplo, com dezenas de milhares de pessoas conectadas, onde cada pessoa entra (em geral entra recorrentemente apenas 1% das pessoas conectadas, mas isso pode ser muito, dependendo, é óbvio, do número total de registrados na plataforma), publica um conteúdo qualquer, porém... a despeito de tudo isso, a interatividade é muito mais baixa do que em outras plataformas com um número de conectados (e de “tráfego” total) até 100 vezes menor.
A conversa sobre o tema é longa e ainda estamos tentando visualizar mecanismos que dêem conta do formigueiro e não das formigas: como se sabe, é o formigueiro que (se) reproduz (como padrão), não as formigas. Por isso a comparação com o formigueiro, que causa repugnância a alguns (que alegam que as formigas não têm consciência e não podem fazer escolhas racionais) não é despropositada. A cientista Deborah Gordon (Stanford) descobriu que o formigueiro é i-based, ou seja, que além de nele não haver nada que se possa chamar de administração, a auto-organização é feita a partir da freqüência e de outras características da interação das formigas entre si e com o seu ecossistema e não de algum conteúdo que elas tenham trocado entre si (nem mesmo se tal conteúdo for uma substância química, como se supunha).
Notas e referências
(1) A lista é extensa: vai de plataformas desenhadas para servir de suporte para redes sociais (como Ning, Elgg, BuddyPress, Grouply, Grou.ps, Yuku, Meezoog, Spruz, Noosfero etc.) passando por ambientes compartilhados de programação (como Drupal), por sites de relacionamento (que se apresentam como se fossem, eles próprios, as redes sociais e não suas ferramentas (como Facebook, MySpace, Orkut), por ambientes para organização coletiva de projetos ou para elaboração e compartilhamento de conteúdos (como Google Docs, A.m.i.g.o.s, todas as wikis, como Confluence e as Wikimedias web), até plataformas educacionais (entendidas mais como plataformas de ensino, como Cube Tree e Edmodo entre dezenas de outras). Uma lista não-organizada de algumas plataformas mais ou menos interativas, levantada recentemente na Escola-de-Redes, incluiu cerca de três dezenas de plataformas. Em ordem alfabética: A.m.i.g.o.s, Boonex, BuddyPress, ColaboraCom (um exemplo de aplicação desenvolvida), Confluence (wiki, que pode ter plugins: como "Community Bubbles"), CubeTree, Drupal, Edmodo, Elgg, Facebook, Google Docs, Google Groups, Google Sites, Grou.ps, Grouply, Groupsite, Jabbster, Junto (em projeto), Kunigo, Linked In, Lovd By Less, Meezoog, MySpace, Ning, Noosfero, Orkut, People Movers, Posterous, ShoutEm, SocialGO, Spruz, Stoa (um exemplo de aplicação desenvolvida com Elgg + Wordpress), Sugarlabs, Wikimedia Brasil (outro desenvolvimento aplicado), Yuku.
(2) Cf. FRANCO, Augusto (2009): A lógica da abundância http://twitdoc.com/c/c7tars
(3) Os parágrafos transcritos aqui foram colhidos no texto FRANCO, Augusto (2010): Por que as plataformas digitais não são boas para redes sociais http://twitdoc.com/c/k3qqh8
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Otimizar o Uso da Água

Artigo de Roberto Naime
Dentro das empresas, no escopo de programas de gestão ambiental, é nítida a preocupação permanente com o uso de recursos hídricos. Ninguém vai deixar de usar a água, mas se busca otimizar ao máximo o uso da água, evitando desperdícios.
Temos bons exemplos disto. A fábrica da AMBEV em Cuiabá, segundo o Eng. Oséias Jobli dos Santos, gerente de meio ambiente, atinge níveis em torno de 3,76 litros de consumo de água para cada litro de produto produzido. Índices abaixo de 4 litros para cada litro produzido são considerados níveis de excelência a nível de mundo.
O grande problema é o uso público da água, onde existem deficiências de planejamento estatal, ausência de ações sistêmicas de educação ambiental e conscientização das populações e falta de mecanismos indutores de uma utilização mais racional e otimizada.
Em nível de universidades já existem boas respostas técnicas para a questão. Existem modelos ambientais descritivos, que juntamente com modelos biofísicos e estatísticas econômico ambientais, trazem respostas adequadas aos desafios atuais.
Transferir estes conhecimentos para o cotidiano do planejamento e execução públicos é o grande desafio.
Nos modelos ambientais biofísicos são incorporadas informações essenciais de clima, topografia, declividade dos terrenos, geologia (tipos de rocha) e solos (tipos e características dos solos), a disponibilidade de recursos hídricos, a interação com a malha viária, a subdivisão territorial e o uso e ocupação dos terrenos.
No bloco de estatísticas econômico ambientais, os níveis de informação considerados essenciais foram agrupados em três conjuntos de informações principais, constituídos através de: dados demográficos, dados econômicos e dados sobre o desgaste e danos ambientais.
Os trabalhos científicos apontam para o desenvolvimento de sistemas municipais de informações econômico-ambientais, estruturados a partir de bacias hidrográficas, como unidades coerentes para análise e intervenção.
As conclusões dos estudos acadêmicos, permitem afirmar que o emprego de métodos e recursos tecnológicos disponíveis em nosso meio, possibilitam estruturar sistemas municipais de informações econômico ambientais, que sejam acessíveis a usuários em geral e suficientemente precisos e acurados para orientar eficientemente um processo de tomada de decisão, voltado para a otimização do uso dos recursos ambientais em microbacias hidrográficas e sobre políticas locais de desenvolvimento econômico e ambiental.
Mas o desafio de tomar medidas que atuem no comportamento individual dos cidadãos e das famílias vão ser necessárias. Tal como a questão de resíduos sólidos (lixo) que tem sido exaustivamente trabalhada por nossas orientações de mestrado, a população não se inclina por aceitar onerações fiscais para procedimentos irregulares.
Mas devido as condições sócio econômicas e a alta carga tributária do país, a população enxerga com bons olhos medidas de desoneração fiscal que premiem comportamentos adequados.
No caso do lixo é muito simples de entender. Um recente mestrado que orientamos, pesquisando os municípios de Taquara, Três Coroas, Igrejinha e Parobé no RS demonstrou que a população gostaria de ter incentivos tributários para segregar os resíduos na fonte, em casa e contribuir para a coleta seletiva e envio dos materiais para reciclagem. (NAIME, R.; ROCHA, C. S. Utilização de instrumentos legais para induzir melhorias na gestão de resíduos sólidos urbanos. Gestão e Desenvolvimento (Novo Hamburgo), v. 4, p. 11-25, 2007).
Talvez seja este o caminho para otimizar o uso de recursos hídricos pela população.
Roberto Naime* é articulista do EcoDebate.
* Programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental, Universidade FEEVALE, Novo Hamburgo – RS,
segunda-feira, 19 de abril de 2010
II CONGRESSO LUSÓFONO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Acre é referência em certificação de florestas
Reitor da Universidade de Viçosa visita projetos de desenvolvimento sustentável do Acre
Em Xapuri, reitor da UFV se reuniu
com secretário de Meio Ambiente
e prefeito da cidade
(Foto: Luciano Pontes/Secom)

segunda-feira, 1 de março de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
OLÉO DE COZINHA
O óleo de cozinha utilizado em frituras nos lares brasileiros, lanchonetes, restaurantes, etc...não
pode ser despejado na pia ou descartado junto com o lixo comum, por ser altamente poluidor , causando uma maior liberação de gases de efeito estufa, contribuindo, ainda mais, para o aquecimento do Planeta.
O óleo comestível, o automotivo e o industrial são altamente prejudiciais ao meio ambiente.
O problema do descarte errado gera um enorme prejuízo, começando com o entupimento dos canos, que é sentido em nossos próprios lares.
Quando o óleo é jogado na pia e cai na rede de esgoto de nossas casas, boa parte fica grudado nas paredes do esgoto e absorvem outras substâncias, o quê reduz o diâmetro das tubulações, gerando o aumento da pressão e conseqüentes vazamentos, provocando o completo entupimento do sistema. O quê flui é lançado automaticamente para a rede sanitária das cidades... que se não contar com um tratamento adequado é espalhado pela superfície dos rios e das represas, danificando a fauna aquática e acabando com o ecossistema. As atuais estações de tratamento não estão preparadas para receber milhões de litros de óleo comestível despejados pela população.
Se o óleo é jogado em terrenos baldios, diretamente no solo, ocorrerá uma impermeabilização que contribuirá com as enchentes, e no seu processo de decomposição lançará uma quantidade excessiva de metano, agravando ainda mais o efeito estufa e, também, emitirá um odor insuportável.
E se for enterrado, nos lixões, juntamente com os resíduos sólidos em sacos plásticos, poderá contaminar os lençóis freáticos, sendo esta a pior conseqüência para o meio ambiente, pois um litro de óleo contamina um milhão de litros de água...
Mas o quê fazer com o óleo já utilizado?
Dicas:
* Dê à ele um descarte adequado.Recicle-o. Os óleos que são reciclados podem fazer parte do processo de fabricação de ração animal, cosméticos, produtos de limpeza( como detergente), massa de vidro, glicerina, tintas, biodiesel, etc...
* É importante que as pessoas armazenem o óleo adequadamente em garrafas PET e conserve o recipiente devidamente fechado, para que possa ser transformado em matéria prima.
* Também já existem sites onde os compradores de óleo de cozinha usado se cadastram e anunciam seu contato, como o site http://www.quebarato.com.br/... Lá é negociado o valor da compra (que que dependerá da quantidade de litros), local de retirada, se o comprador cede os recipientes para o armazenamento, etc...
* Em São Paulo, o Shopping D ( http://www.shoppingd.com.br/ ), em uma parceria com a SABESP e a ONG Trevo, viabiliza o descarte correto do óleo de cozinha a todos os seus visitantes.
* O Grupo Pão de Açúcar, junto com a Unilever, tem o programa "Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever", onde algumas lojas já recebem as garrafas PET com o óleo de cozinha. A reciclagem é do óleo e também da garrafa PET.Ou...
* Faça sabão domesticamente, mas tome cuidado, pois para seu preparo há a utilização de soda cáustica, por isto tem que se usar luvas e óculos de proteção, além de utensílios de plástico para o manuseio.
Receita
Ingredientes:
* 4 L de óleo comestível usado
* 2 L de água
* 1/2 copo de sabão em pó
* 1 Kg de soda cáustica (NaOH)
* 5 mL de essência aromatizante (facultativo)
Instruções:
* Dissolver o sabão em pó em 1/2 L de água quente
* Dissolver a soda cáustica em 1 e ½ L de água quente
* Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo
* Mexer por 20 minutos
* Adicionar a essência aromatizante
* Despejar em formas
* Desenformar no dia seguinte
O QUÊ JÁ TEM SIDO FEITO...
* Um projeto dos nossos universitários da USP, com a pesquisa sobre a produção de biocombustível a partir do óleo de cozinha, ganhou o prêmio concedido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente (PNUMA) em parceria com a Bayer -“Jovens Embaixadores Ambientais 2007”..
* Também várias escolas já desenvolvem ações, como por exemplo, em Santos, onde o objetivo do Projeto “DE OLHO NO ÓLEO” é disseminar a importância da preservação da natureza para o futuro do Planeta e conquistar os alunos como aliados na promoção de atitudes ambientalmente afirmativas que devem começar dentro de casa.
* O Projeto leva aos alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, através de História em Quadrinhos, o conhecimento sobre a responsabilidade que cada cidadão tem de colaborar com a preservação da natureza. Conscientiza ainda quanto aos prejuízos causados pelo descarte inadequado dos resíduos de óleo de cozinha, ensinando-os sobre o procedimento adequado, passando a escola a ser o ponto de entrega e recolhimento do óleo por eles trazido.
* Como fator de estímulo o Projeto oferece aos alunos participantes um sorteio de uma bicicleta a cada 2.000 litros de óleo recolhidos. Para as escolas que atingirem 10 mil litros de óleo recolhidos a quantia de R$ 100,00 para benfeitorias em suas sedes.
* Quem organiza é uma empresa chamada “Marim Gerenciamento de Resíduos”, que conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Santos, através da Secretaria de Educação, para a implantação do Projeto “DE OLHO NO ÓLEO”.
Interessados podem se informar através do endereço: Av. Coronel Joaquim Montenegro, 531, Ponta da Praia, Santos, telefone: (13) 3273.4438, http://www.marimresiduos.com.br/ ou
contato@marimresiduos.com.br
*Curiosidades
* Em todo o mundo, estima-se que apenas 1% do óleo de cozinha usado (saturado) é reciclado...
* Como já informamos neste texto, cada litro de óleo despejado no esgoto tem capacidade para poluir cerca de um milhão de litros de água. Isto é equivalente à quantidade que uma pessoa consome em aproximadamente 14 anos de vida.
* Não jogar óleo doméstico em fontes de água, na rede de esgoto ou no lixo é um exercício de cidadania, é responsabilidade social...É uma forma de agirmos corretamente para o bem das próximas gerações...
Compartilhe estas informações com seus vizinhos e familiares...a NATUREZA vai agradecer!!!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Todo mundo já conhece o conceito dos 3 R´s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Apesar de bem difundido, o conceito é reproduzido e repensado de diversas formas e muitos outros “R´s” já surgiram por aí.
Nós selecionamos alguns desses conceitos para te inspirar a adotar novos hábitos nesse ano que está começando. Confira:
Antes de qualquer coisa, analisa calmamente aquilo que você “acha” que precisa. Você verá que nem tudo é realmente necessário e que é possível cortar do dia a dia algumas coisas que hoje parecem fundamentais.
Esse conceito é a base do consumo sustentável e visa fazer com que o consumidor tenha a certeza de estar adquirindo algo não pelo apelo midiático ou por influencias externas, e sim por necessidade.
Recusar
Se você repensou e viu que não precisava compra ou aceitar algum produto, simplesmente recuse. Pode parecer deselegante em um primeiro momento, mas você verá como essa ação simples pode evitar a geração de muito lixo desnecessário no planeta.
Seja parado no trânsito, quando alguém lhe oferece um folheto que você sabe que não é do seu interesse, ou no caixa, quando o balconista lhe entrega um saco plástico para colocar uns poucos produtos, apenas diga que não quer e, claro, agradeça.
Reduzir
Mas se você realmente precisa daquilo, adquira-o da melhor forma possível, ou seja, reduzindo ao máximo o consumo e restringindo-se ao necessário. Assim, quando for comprar alguma coisa, pense em como reduzir a quantidade de lixo que será gerado com aquilo e evite esbanjamentos.
Se você mora sozinho, por exemplo, não precisa comprar uma quantidade grande de comidas perecíveis, já que as chances de elas ficarem ruins e acabarem no lixo são grandes. Ou ainda se for organizar a festinha de aniversário do seu filho e convidou 50 amiguinhos, para que comprar uma embalagem de talheres com 200 unidades?
Reparar
Você comprou e quebrou? Nada de jogar fora. Antes de apelar para o lixo, veja se não é possível reparar o produto. Muitas vezes um conserto sai mais barato que comprar um produto novo e você evita que mais objetos lotem os lixões e aterros da sua cidade.
E essa regrinha não se aplica apenas a coisas quebradas. Você pode aperfeiçoar alguns equipamentos, como computadores, adicionando novas peças e trocando o que já não está tão bom.
Reutilizar
E se não for possível consertar, tente reutilizar. Um objeto pode ganhar funções totalmente diferentes da original e ainda continuar muito eficiente – tudo isso sem causa agressões ao meio ambiente.
Uma garrafa de refrigerante pode virar um vaso para plantas, um pneu velho pode ser transformado na bóia da piscina e uma latinha de alumínio pode ser seu próximo porta-trecos.
Reciclar
Não deu para reutilizar? Então renda-se à reciclagem. Cada material deve ser condicionado em um coletor específico para ser levado para a reciclagem de acordo com sua natureza. Você pode segregar os materiais em qualquer lugar e levá-los diretamente aos centros de reciclagem ou procurar serviços de coleta que passem pela sua casa ou trabalho.
Lembre-se de seguir as especificações das cores (azul para papel, vermelho para plástico, verde para vidro e amarelo para metal) e procure guardar os objetos limpos e secos nos recipientes.
Reintegrar
Já aquilo que não pode ser reciclado, como restos de alimentos e outros materiais orgânicos, pode ser reintegrado à natureza. Uma composteira orgânica é o melhor instrumento para transformar podas de árvores, cascas de verduras e outros materiais em adubo.
Existem diversos modelos de composteiras e certamente você encontrará uma ideal para sua residência – seja ela uma casa com quintal ou um apartamento. O composto que resultar do processo é um material altamente nutritivo e pode ser utilizado em jardim, hortas e pomares.
Viu só como existem muitos caminhos antes de você jogar algo no lixo? Muitos deles não exigem nenhum esforço, basta fazer uma escolha por uma atitude consciente ou não. Com essas dicas em mente, tente traçar metas para 2010 e comece o ano de forma mais sustentável.